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Perguntas Frequentes » Especialidades Odontológicas: Endodontia


Endodontia


1. Quais são os sintomas mais característicos para se indicar o tratamento endodôntico?

Dor espontânea - isto é, o dente começa a doer sem estímulo - de forma latejante, não muito bem. localizada e que aumenta com o calor. Nesse caso, a polpa ainda está viva, porém inflamada, e o uso de analgésicos não resolve. Já quando há morte da polpa, geralmente a dor é bem localizada, havendo sensação de “dente crescido” e dor ao mastigar. Além disso, ao se abaixar a cabeça, tem-se a sensação de que o dente “pesa”.

2. Sempre que um dente dói, deve receber tratamento endodôntico?

Não. Os dentes podem ter resposta dolorosa a qualquer estímulo fora do normal: frio intenso, calor intenso doce e salgado. Esses sintomas são observados em dentes cariados, em dentes com o colo exposto (retração das gengivas) e em dentes submetidos a carga intensa (durante a mastigação). Nesses casos, removendo-se a causa, cessa a sensibilidade.

3. Em quantas sessões se faz um tratamento endodôntico?

Quando a polpa é viva e sem inflamação, uma sessão é suficiente; polpa viva e inflamada, 2 sessões. Com polpa mortificada, são necessárias mais sessões.

4. O tratamento é muito dolorido?

Com o uso da anestesia, o tratamento é indolor e às vezes, nos casos de polpa mortificada, nem é preciso anestesiar. Pode ser desconfortável por ser necessário permanecer longo período com a boca aberta.

5. Após as sessões de tratamento, é comum sentir dor?

Não. O que pode acontecer nas primeiras 48 a 72 horas é ficar com uma sensação dolorosa decorrente da aplicação do anestésico e da manipulação do dente, que pode ser resolvida pela ingestão de analgésicos tipo AAS.

6. Um dente já tratado pode receber novamente tratamento endodôntico? Em que casos isso é necessário?

Sim, geralmente quando, no primeiro tratamento, não foi possível seguir os padrões exigidos: limpeza (remoção de todos os microorganismos), preenchimento hermético do canal com o material obturador etc. Essas incorreções podem provocar lesões na ponta da raiz (periápice) do tipo abcessos e lesões crônicas.

7. Este tratamento é completamente eficiente?

Sim, desde que, bem executado e que os outros procedimentos que reconstituirão o dente, como restauração, coroas, incrustações, tratamento gengival etc., também sejam bem executados.

8. O dente morre depois do tratamento?

Não, pois todo o suporte desse dente permanece vivo: osso, membrana periodontal (fibras que fixam o dente ao osso) e, cemento (camada que recobre as raízes).

O inconveniente é que, como é a polpa que confere sensibilidade ao dente, se o mesmo for novamente atacado por cárie, isso não será percebido devido a ausência de sensação dolorosa.

Outro possível problema é que o dente torna-se mais frágil, e isso deve ser levado em conta no momento da execução da restauração definitiva que, nesse caso, deve ter características diferentes.

9. Sempre que se trata o canal o dente escurece?

Não. O que acontece é, a perda do brilho, o que dá um aspecto mais amarelado. O escurecimento acentuado só acontece quando o dente sofre uma hemorragia ou mortificação pulpar antes do tratamento ou, então, por erro técnico.

10. O que poderá ocorrer se o tratamento endodôntico não for realizado?

Poderá se desenvolver uma lesão na região apical (infecção na raiz e nos tecidos vizinhos), que poderá ter conseqüências mais sérias, como dor intensa inchaço, febre e bacteriemia (bactérias na corrente sangüínea). A única solução a partir daí poderá ser a extração do dente.