Sorria. Em caso de restauração de dentes, já não é mais obrigatório recorrer às antiestéticas amálgamas e coroas metálicas. Hoje, materiais de última geração, como resina e incrustações de porcelana, estão provando que também são resistentes e duráveis
O branco total nunca esteve tão em moda como hoje. Nove entre dez bocas que desfilam dentes invejáveis e saudáveis já aderiram definitivamente às restaurações estéticas com resinas.
Graças aos materiais odontológicos de última geração, que não param de evoluir, as novas restaurações decretaram o fim do sorriso meia-boca, que escondia obturações metálicas constrangedoras, e liberaram a gargalhada escancarada, sem medo de ser feliz.
Usadas no Brasil desde o início da década de 80, as restaurações com resinas conseguiram, hoje, o que todo tratamento odontológico almeja: unir a funcionalidade à estética.
As resinas contam a seu favor com vantagens incontestáveis. Uma delas, a que mais se destaca sem dúvida nenhuma, é sua coloração semelhante à do dente. Aplicadas na reconstrução de dentes destruídos por algum motivo, ou porque sofreram fratura ou por causa de cáries, elas permitem que se obtenha um resultado extremamente natural, tornando-se quase impossível observar onde termina o dente e começa a restauração.
"Além do estético, outros fatores contribuem para o sucesso das resinas atuais. Entre eles, estão a durabilidade e a resistência do material, fundamentais, quando se trata de dentes", analisa a dentista Virgínia Camilo Ede.
Exige requinte
De modo geral, as resinas são quase todas iguais, apresentando um ou outro diferencial técnico. Mesmo assim, para cada caso e aplicação existe um tipo de resina mais apropriado.
Algumas, por exemplo, contêm sílica na composição, o que as torna mais resistentes e são por isso utilizadas com freqüência nos dentes posteriores. Assim, apenas o dentista é quem pode definir o tipo mais adequado para o problema a ser tratado.
O que realmente interessa a quem vai se submeter a essa espécie de tratamento é que o material em questão não apresenta contra-indicações médicas de idade e não tem perigo de ser rejeitado pelo organismo.
Obviamente a qualidade do material empregado na reconstrução do dente é imprescindível. Mas não se pode negar que um resultado final satisfatório também depende (e muito) da qualidade do trabalho do dentista.
"Diferentemente da amálgama, a resina exige muito mais requinte no manuseio. É um trabalho quase artesanal.
Além disso, na hora da intervenção, os cuidados com a assepsia do local a ser tratado devem ser redobrados", ressalta o dentista Carlos Eduardo Fonseca.
Mercúrio condenável
Além da resina, as restaurações estéticas oferecem ainda outras opções como incrustações de porcelana pura, porcelana oca ou ainda coroas de metalocerâmica, que conjugam na mesma peça cerâmica e metal. Com todas elas, é possível obter um resultado de altíssima qualidade.
São trabalhos bem mais elaborados, diríamos até sofisticados, e, como era de esperar, mais caros.
No entanto, a porcelana concentra uma série de atributos de deixar qualquer um de boca aberta. Ela é extremamente resistente, não escurece jamais e apresenta uma translucidez tal qual o esmalte do dente.
O único senão é que ela não cai bem em pessoas que possuem dentes maciços, sem brilho ou que, por desgaste natural, perderam a parte translúcida do esmalte do dente.
A essa altura, muita gente deve estar se perguntando: "E a amálgama de prata, como fica? Ou não fica?"
Segundo a dra. Virgínia, a amálgama continua ainda um bom material obturador, que cumpre direitinho suas funções e não deve ser totalmente descartada.
Além disso, como lembra o dr. Fonseca, as amálgamas são fáceis de ser trabalhadas, duráveis e o custo do trabalho é acessível ao bolso da grande maioria da população. Mas sofrem a desvantagem de ser totalmente antiestéticas e do grau de mercúrio nesse material hoje ser bastante condenável pela medicina.
Seja lá como for, não restam dúvidas de que as restaurações feitas com resinas e as incrustações de porcelana estão sendo cada vez mais procuradas e empregadas nos consultórios odontológicos.
Mas, como tudo o que é bom, elas também requerem cuidados, no mínimo, elementares. A começar pela higiene bucal diária, que deve ser minuciosa e completa. Além de uma escovação impecável, os dentes com restaurações estéticas também precisam ficar livres, o máximo possível, de fumaças de cigarro, álcool e cafezinhos. Também é recomendável fazer visitas periódicas ao dentista para limpezas, polimentos e eventuais radiografias.
Em dia com essas recomendações, não há o que temer: pode sorrir à vontade. Se seus dentes chamarem a atenção, é porque são perfeitos e branquinhos, como os de estrelas de cinema.
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Eram bonitinhas, mas meio ordinárias
As primeiras restaurações com resina surgiram no Brasil há aproximadamente 20 anos. Foi um boom geral. Todo mundo queria arrancar as velhas amálgamas e substituí-las por aquele material, que deixava os dentes totalmente brancos, como novos.
Não demorou muito e começou a correr de boca em boca que o material era bonitinho, mas meio ordinário. O que mais contribuía para essa fama era sua curta durabilidade. Em pouco tempo, ficava poroso e acabava deixando os líquidos infiltrar-se nele. Assim, a restauração logo escurecia e se tornava visível o limite entre o dente e a resina.
De lá para cá, a resina odontológica sofreu uma série de evoluções. Sempre tentando chegar a um material adequado e definitivo, os laboratórios lançaram vários deles, que apresentavam cada vez mais características satisfatórias.
Hoje, pode-se afirmar que o material que está sendo empregado é de altíssima qualidade. Testes comprovam que ele é resistente à abrasão, ou seja, não se desgasta facilmente nem sofre alteração de cor quando tratado com os devidos cuidados. |
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