É um parafuso de titânio que é colocado no osso, imitando a raiz do dente. O implante é o pino que fica dentro do osso. Dentro deste pino, tem uma rosca onde vamos parafusar uma peça dentro que irá segurar o dente ou coroa que foi perdida.
Todo implante é de TITÂNIO.
Por quê? Porque se descobriu que o titânio é um metal que atrai o cálcio do osso para sua superfície. Isso ocorre, em média, em três meses. Depois que houve esta OSTEOINTEGRAÇÃO, o implante ficou firme, ficou integrado ao osso. Aí sim, podemos colocar o dente para trabalhar. Neste período, o osso abraçou o implante e a força da mastigação será suportada.
Tudo é uma questão de força!
Veja bem: não adianta colocar um implante pequeno que foi osteointegrado, com uma prótese enorme em um lugar de alta força mastigatória. Pode perder. Por quê?
Porque a força da mastigação é maior que o tamanho da fundação.
É como uma construção de uma casa. A fundação tem que ser maior que os andares da casa. Imagine fazer uma fundação para uma casa térrea e no meio do caminho, você constrói um prédio de 10 andares. O prédio vai cair? Imediatamente, não. Mas com o vento, o peso das pessoas e os movimentos deste prédio, a terra não vai aguentar. NÃO TEM LONGIVIDADE!
Em questão de tempo, vai rachar as paredes e quebrar tudo. Faltou estrutura básica. Talvez nesse caso, seria bom, colocar 2 implantes pequenos (vamos imaginar que só tem osso para implantes pequenos) para 1 (um) dente.
Isso tudo deve ser bem analisado, com radiografias, modelos e estudo dos movimentos de oclusão de cada paciente.
Bem analisado, tudo certo! Vamos colocar estes implantes!
Muito fácil! Com todo o diagnóstico bem estudado, colocar os implantes ficou fácil.
Como colocar?
Não se apavore. Eu sei que sua imaginação é fértil... E virá até um filme de terror. Nada disso! Depois de já saber as medidas deste implante, o kit nos dá as broquinhas exatas para aquele parafuso.
Vejamos outras possibilidades:
Perda de Múltiplos
Nos casos de perdas múltiplas, podemos repor os dentes um a um. Ou seja, um implante para cada dente perdido. Estes casos são fantásticos, pois cada dente é um dente. Nada unido. Todos separados. Passa-se fio dental entra cada um deles.
As condições para que isso aconteça, é presença suficiente de estrutura óssea e espaço protético para distribuir os dentes perdidos. Se não tiver osso suficiente, estudaremos a possibilidade de enxerto ósseo.
Se não tiver espaço suficiente, estudaremos a opção de ortodontia para buscar estes espaços. Isso tudo deve ser visto antes com um estudo de reabilitação oral.
Outra opção que deve ser levada em conta, é a possibilidade de colocar 2 implantes para a falta de 3 ou 4 dentes.
Seria a prótese sobre implantes. Neste caso, seriam dentes unidos, uso de escova interdentais para limpeza. A maior preocupação nestes casos é avaliar a força. Se nesta região, estes 2 implantes são suficientes para agüentar a força de mastigação de 3-4 dentes. Como uma ponte sobre um rio. As 2 bases fundadas de cada lado do rio têm que ser fortes o bastante para passar o máximo de peso nesta ponte.
Aí sim, seria um bom planejamento.
Perda Total
São os casos mais tradicionais. Na realidade, o objetivo nestes casos é devolver ao paciente a função mastigatória, a sustentação de músculos do lábio, bochechas e a auto-estima.
A idéia é colocar de 12 a 14 dentes fixos sobre 5 a 6 implantes.
É mecânica pura. Ou seja, precisa-se de osso bom, alguns pilares fortes para que os dentes recebam esta força. Tudo tem que ser bem estudado!
Na parte inferior, na maioria das vezes dá. Por quê?
Porque o osso é forte, que muita cortical e mesmo tendo passado o tempo, na região anterior, é possível colocar os implantes sem colocação de enxerto. Diferente do caso superior, onde o enxerto é quase inevitável.
Vamos por partes:
No inferior, colocamos de 5 a 7 implantes na mesma hora. Imediatamente, já temos uma prótese provisória pronta (moldada dias antes), para adaptar sobre estes implantes. Ou seja, o paciente chega usando uma dentadura e no mesmo dia sai com uma prótese provisória fixa. Não é o máximo? É claro, que esta prótese será ajustada no futuro, em altura, forma dos dentes e cor. Após 3 meses, podemos iniciar a confecção da definitiva.
Nos casos superiores:
O caso já é mais complexo. Como o osso da maxila é mais poroso, ao extrair os dentes, ele reabsorve muito rápido. Quase sempre é inevitável colocar osso lá (enxerto), pois assim, além da tábua ficar mais forte, repomos também a perda óssea do osso que segura os lábios e nariz.
Para colocar na mesma hora os provisórios neste processo todo, temos que avaliar bem. Talvez seja melhor colocar o enxerto, se der colocar os implantes, mas não colocar os provisórios imediatamente. Neste caso, o paciente nunca fica sem os dentes. Continua usando sua prótese total. Depois de 3-4 meses, aí sim, iniciamos com a reabertura para colocar os componentes e aí os provisórios. Aconselha-se o uso deste provisório por um período de 1 mês a 6 meses, para que todos os acertos sejam feitos. Analisar forma, volume dos lábios, aprender a falar, a deglutir. E aí é só copiar para que a porcelana fique igual.