A odontologia avançou muito com o surgimento dos implantes osteointegráveis e conseguimos resolver muitos problemas de pacientes desdentados. Só que com o crescimento das possibilidades, nos deparamos com os pacientes sem dentes e sem osso. Para colocar os implantes, a condição primeira é ter osso no local.
Sendo assim, foi necessário trazer osso de outro lugar e colocar ali. Quando falamos em necessidade de enxerto, muitos pacientes se assustam e convencem ao profissional em usar outras técnicas. Só que o problema é fisico e arrasador.
A técnica de enxerto ósseo é fenomenal.
De onde viria esse osso. Inicialmente, pensamos sempre em tirar do próprio paciente, para que esse bloquinho de osso, traga já as células de reconstrução dentro dele. Podemos também, usar o Banco de Tecidos, onde pacientes doadores nos fornecem essa possibilidade de uso. Neste caso, como não temos células vivas, este bloco de osso, será irrigado pelo próprio sangue do paciente onde fornecerá as células e as condições para que ele viva e se integre ao osso original. Que fique bem claro, que esses Bancos de Tecidos, são extremamente regulamentados pelo Sistema Nacional de transplantes e seguem normal rigorosas impostas pelo Ministério da Saúde. São fiscalizados, e hoje, aqui no Brasil, são de altíssimo nivel, seguro e altamente confiável.
Esses Bancos antigamente eram apenas para cirurgias médicas e como a necessidade dentro da Odontologia era visível, em 2003, conquistamos nosso espaço para fazer uso destes tecidos (ossos).
Na maioria das vezes, a quantidade de osso para reformar uma maxila, é muito grande, e para ser tirado do mesmo paciente chegava a ser impossível. Muitas vezes faziamos uso do osso do quadril (iliaco), para tirar bastante osso e poder completar uma região e reabilitar com 6 implantes. Mas, a sequela do lugar que retirou é pior que tudo. O paciente ganhava os dentes implantados, mas ganhava também uma bengala ou uma dor no quadril para o resto da vida. Mesmo sendo necessário um pequeno bloco para uma região pequena na parte de cima, vamos em baixo para buscar o osso. Ou seja, o paciente acabava ficando com 2 áreas cirúrgicas, sendo que a área onde se retirou o osso geralmente é extremamente dolorida.
O osso do Banco veio a calhar! Sucesso grande!!
Ele não vem com células vivas como um transplante de coração ou figado que existe a necessidade de compatibilidade. Não! Ele vem com a estrutura calcica, que na hora que fixamos ao osso original do paciente ele vai funcionar como uma barreira para o tecido mole não ocupar aquele espaço e para dar tempo para que as celulas osseas transformem aquele bloco em osso vivo, com células vivas. Após a colocação é visível o aumento do lugar enxertado. É só esperar um periodo de até 5 meses para ele se integrar.
Pronto! Agora temos bastante osso para colocar os implantes.
Quando então verificarmos a falta de osso no paciente, vamos escolher a técnica , seja ela osso do osso dele mesmo ou osso do Banco de tecidos..
Apos termos o osso preparado, vamos prendê-lo ao osso original do paciente.
Esse procedimento pode ser feito junto com a colocação de alguns implantes. Neste caso, a estrutura ossea do paciente não está tão mal, mas algumas espiras do implante ficaram descobertas, ou mesmo para repor a falta de sustentação do nariz, ou então para completar um defeito osseo. Que seja. O implante foi colocado junto com o enxerto. Isso é bom, pois depois de 3 a 4 meses já podemos passar para a fase dos provisorios, pois o osso colocado como enxerto não é fator preponderante para fixação deste implante. É um complemento.
Existe outra maneira deste enxerto ser feito. Falamos em engrossar o osso. Agora, imagine que o osso é grosso só que é curto. Esses são os casos posteriores superiores, onde existe a presença do seio maxilar que com a extração do dente foi invadindo esse osso que sobrou.
Nestes casos, colocamos osso para ganhar a altura de volta.
O pós-operatório é ótimo. Sem dor, mas incha bastante devido a presença de um corpo estranho ali, que o organismo tem que identifica-lo.
Se seguir direitinho os procedimentos e a medicação prescrita, tudo fica muito fácil.
Nos casos mais finos, onde não tem nada de osso, o enxerto é colocado sozinho.
Deve-se esperar de 4 a 5 meses para ele se integrar e estar firme para receber os implantes. Este tempo é biológico, ou seja, é o tempo que o organismo levam para fazer este trabalho. Não tem como fazer ele ser mais rápido. Temos que ter paciência e aguardar...
Realmente, espero ter deixado claro, que o fator de ter que fazer o enxerto ósseo, não é uma complicação ou um problema. É um procedimento previsível com resultados maravilhosos quando manipulados por especialistas. Mas tenho que afirmar e considerar, que tambem é um teste de paciência, pois ninguem quer o enxerto. Todo mundo quer o dente. E pra ONTEM!